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Aline Cristine Ferreira Braga do Carmo

Atualizado em 09/10/17 14:25.

REFERÊNCIA: CARMO, Aline Cristine Ferreira Braga Do. A INFÂNCIA PERMEADA PELO CONSUMISMO E OS DESAFIOS AO TRABALHO DOCENTE. 2015. 195 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, 2015.

 

AUTOR: WILLIAM FERREIRA DA SILVA
TÍTULO: A INFÂNCIA PERMEADA PELO CONSUMISMO E OS DESAFIOS AO TRABALHO DOCENTE
ORIENTADOR: Profa. Dra. Laís Leni Oliveira Lima
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Educação
LINHA DE PESQUISA: Políticas Educacionais, Gestão e Formação de Professores
DATA DE DEFESA: 04/09/2015

 

RESUMO:
O presente trabalho “A Infância permeada pelo consumismo e os desafios ao trabalho docente”, desenvolvido no programa de Pós-Graduação em Educação UFG – Jataí na linha de pesquisa Políticas Educacionais, Gestão e Formação de Professores, sob a orientação da Profª Drª Laís Leni Oliveira Lima, busca desvelar as contradições que circundam a educação, o professor a infância e a criança contemporânea. Para a referida análise, parte-se da investigação da totalidade histórica, política, econômica e social que circundam a Educação Infantil (EI) brasileira e os sujeitos históricos que nela estão inseridos, a fim de compreender como o capital adentrou as paredes da escola, fetichizou a infância, precarizou a formação docente e descaracterizou o papel da escola como espaço de aquisição de conhecimentos. Tornou-se necessário compreender a dinâmica da sociedade atual, as concepções de trabalho marxiano, o processo de alienação e consumismo. Neste sentido, as expectativas que permeiam a pesquisa aproximam-se da compreensão da sociedade do capital e como esta incorporou a infância, as crianças e a educação. Para tanto, fez-se necessário analisar a relação existente entre a construção social da infância iniciada no século XVII e a prática do consumismo infantil no século XXI, buscando compreender o ser criança e o trabalho direcionado a esta etapa do desenvolvimento humano na atualidade. Abranger os caminhos que foram construídos pela lógica do capital para transformar crianças em consumidores exigentes, é essencial para entender a dinâmica que se efetiva nas escolas de EI brasileiras na contemporaneidade, pois a prática do consumo exacerbado, em seus diferentes desdobramentos, alterou as concepções de humanidade e consequentemente de infância e educação, à medida que promoveu um intenso processo de alienação desde os primeiros anos de vida. Objetiva-se investigar a relação entre a educação e o consumo das crianças pertencentes às classes hegemônicas e frequentadoras de instituições de ensino privado na cidade de Rio Verde-GO, a fim de pensar como estas classes influenciam o modo de ser e estar das classes subalternas. A abordagem metodológica se efetiva pelo viés do materialismo histórico-dialético e da teoria histórico-crítica, para compreender a dinâmica da EI partimos de uma análise que uniu qualitativo e quantitativo no processo de análise das entrevistas semiestruturadas e dos questionários. O processo de “naturalização” do consumo, iniciado com o advento da sociedade burguesa liberal e atualmente promovido pela sociedade neoliberal, fez com que esta prática adentrasse os muros da escola, tornando-se um desafio ao trabalho docente dos professores da EI e para a efetivação do processo de ensino e aprendizagem, o que demanda um trabalho docente que transcenda as limitações alienantes promovidas pela sociedade do Capital. O trabalho parte das contribuições teóricas de Àries (1981), Marx (1996; 2007; 2009 e 2013), Mézáros (2006; 2008; 2011), Vygotsky (2007; 2009; 2014a; 2014b), Gramsci (1979) e Saviani (2000; 2007;2012; 2013), Arce (2001; 2004; 2005; 2007) com vistas a compreender o processo de formação humana e a superação das contradições da sociedade do capital.

 

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