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João Paulo dos Santos Silva

Atualizado em 03/07/17 11:21.

 

REFERÊNCIA: SILVA, João Paulo dos Santos. “PRODUTORES ALIMENTAM CIDADES”: UMA ANÁLISE DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS DA COMIGO NA TECNOSHOW. 2015. 144 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, 2015.

 

AUTOR: João Paulo dos Santos Silva
TÍTULO: “PRODUTORES ALIMENTAM CIDADES”: UMA ANÁLISE DAS PRÁTICAS EDUCATIVAS DA COMIGO NA TECNOSHOW
ORIENTADOR: Profa. Dra. Cátia Regina Assis Almeida Leal
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Educação
LINHA DE PESQUISA: Cultura e Processos de Ensino e Aprendizagem
DATA DE DEFESA: 28/09/2015

 

RESUMO:
A divisão desigual de terras no Brasil é um assunto controverso e que tem sua origem em fatos pretéritos e presentes. A colonização implementada pela coroa portuguesa permitiu que o direito à propriedade da terra ficasse restrito a determinadas famílias. Recentemente, um fato histórico que incidiu diretamente sobre a continuidade desse modelo de distribuição de terra foi a modernização agrícola. Duas perspectivas de análise têm sido utilizadas para compreensão do fenômeno da modernização. Hegemonicamente, analisa-se esse processo pelo bônus advindo do crescimento econômico, e, pelo viés da contra hegemonia, entende-se que outros fatores devem, também, ser contabilizados, tais como: a exclusão social e a crise ecológica. No intuito de participar do debate sobre o desenvolvimento agrícola no Brasil, apresenta-se uma pesquisa realizada na Microrregião Sudoeste de Goiás. Propõe-se, por meio desse estudo, demonstrar como a educação acontece nas mais inusitadas situações, e, também, como toda construção social ela não está alheia às determinações classe. Para realizar esta reflexão buscou-se identificar as nuances das contradições de classe, no setor agrícola local, a partir da análise das práticas educativas na feira de tecnologia agrícola Tecnoshow organizada pela Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (COMIGO). A escolha desse evento deu-se a partir do conceito de educação defendido por alguns autores, tais como: Brandão, Pessoa, entre outros, que entendem que a educação é um processo social que acontece em todos os espaços onde acontecem trocas simbólicas. Entende-se assim, que nesse espaço não acontece apenas a venda de tecnologia, mas também, a produção de saberes. Ao ser engendrada numa sociedade dividida, a educação não é um espaço que está alheio as contradições inerentes aos interesses de classe. A elite econômica seleciona as representações simbólicas passíveis de aprendizado, e por meio do fomento de práticas educativas, forma culturalmente a sociedade para aderir à sua proposta de desenvolvimento. Como fonte utilizou-se a pesquisa bibliográfica e documental. Utilizou-se estudos teóricos, que abordam sobre o tema da modernização da agricultura no Brasil, e em especial na região estudada. Foram utilizados, ainda, fontes documentais, impressas e digitais, disponibilizados pela COMIGO e outras instituições presentes na feira na edição 2014. A partir dos dados, concluiu-se que a COMIGO é uma instituição que vem sendo favorecida economicamente com a realidade agrícola vigente, e para fazer valer seus interesses de classe, ela executa, na feira de tecnologia, as suas práticas educativas, que, ideologicamente, buscam ensinar que o agronegócio é socialmente justo, ambientalmente correto, e que permite o êxito de qualquer produtor interessado em empreender. Porém, os dados levam a concluir que essa visão da COMIGO na realidade não se sustenta, pois, a proposta de desenvolvimento agrícola vigente tem sido um fator de exclusão social, tem contribuído ativamente com a crise ambiental, e ainda introduz a pequena propriedade com o objetivo de cooptação. Esse estudo foi realizado no Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Goiás – Regional Jataí, com auxílio (bolsa) da Coordenação Aperfeiçoamento de Pessoal de nível Superior (CAPES).

 

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