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Adrinelly Lemes Nogueira

Atualizado em 30/06/17 10:02.

 

REFERÊNCIA: NOGUEIRA, Adrinelly Lemes. FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ENTRE O OBRIGATÓRIO E O VIVENCIADO: AÇÃO SIGNIFICATIVA OU TAREFISMO?. 2017. 1-195 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal de Goiás, 2017.

 

AUTOR: Adrinelly Lemes Nogueira

TÍTULO: FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ENTRE O OBRIGATÓRIO E O VIVENCIADO: AÇÃO SIGNIFICATIVA OU TAREFISMO?

ORIENTADOR: Profa. Dra. Lúcia Helena M. M. Oliveira

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Educação

LINHA DE PESQUISA: Políticas Educacionais, Gestão e Formação de Professores

DATA DE DEFESA: 03/02/2017

 

RESUMO:

A presente pesquisa foi realizada no Programa de Mestrado em Educação da Universidad Federal de Goiás, Regional de Jataí, na Linha de Pesquisa Políticas Educacionais, Gestão e Formação de Professores. Seu objetivo geral foi investigar como se configura a Formação Continuada dos professores do Ensino Fundamental I, nas escolas de um município do triângulo mineiro, e sua relação com a política de formação continuada que vem sendo perfilada pelo Ministério da Educação (MEC), pelo Estado e Município. A pergunta central da pesquisa foi: De que maneira a formação continuada tem ocorrido nas escolas: como ação significativa ou tarefismo? Assumimos como embasamento teórico autores como Freitas (2007), Dourado (2007), Sanfelice (1999), Saviani (2014), Mészáros (2015), entre outros. Inicialmente, buscamos um aprofundamento teórico sobre a temática por meio de uma pesquisa bibliográfica e, em seguida, realizamos uma pesquisa de campo de cunho qualitativo, na rede escolar municipal/estadual de um município do triângulo mineiro, abrangendo todos os professores do Ensino Fundamental I; foi aplicada uma entrevista semiestruturada, como forma de dar voz aos professores. Os dados coletados com as entrevistas foram ponderados à luz da fundamentação teórica. A análise foi feita segundo categorias de Minayo (2012), com base na essência das falas das professoras entrevistadas, assim categorizadas: a) as contribuições para prática docente; b) da organização estrutural à organização pedagógica; c) o papel do Município, Estado, Universidades e órgãos federativos: efetivação da formação continuada. Dentro de cada uma das categorias, elencamos subcategorias, falas que trazem consigo temáticas relevantes. Por meio da análise percebemos que as políticas públicas implantadas pelos governos brasileiros a partir dos anos 90 são resultado de todo um processo histórico, têm sido marcadas por traços neoliberais; os programas/ações de formação continuada desenvolvidos atendem a essa lógica, e o Estado de Minas Gerais tem sido laboratório de muitas dessas medidas. Com base na análise das vozes das professoras, inferimos que a formação continuada ainda tem ocorrido enquanto tarefismo em nossas instituições e que as muitas propostas de formação continuada vêm sendo implementadas no decorrer dos últimos anos como erradicadoras das dificuldades que os professores encontram, mas ficam no discurso inócuo; a nosso ver, a formação continuada ainda não atende à realidade do professor e muitos problemas persistem, como, por exemplo, a má estruturação, a descontinuidade dos programas governamentais, ações fragmentadas, repetitivas e desconexas com a realidade da sala de aula, nas quais a teoria e a prática continuam separadas, professores formadores desconhecedores da realidade do professor; falta articulação universidade/educação básica, financiamento para o professor se qualificar, valorização salarial, e as ações, muitas vezes, não são planejadas de acordo com a estrutura dos municípios.

 

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