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ALESSANDRA ESPINDOLA CARDOSO

AUTOR: ALESSANDRA ESPINDOLA CARDOSO

TÍTULO: A EDUCAÇÃO FINANCEIRA NA EDUCAÇÃO BÁSICA PÚBLICA DE GOIÁS

ORIENTADOR: Prof. Dr. Frederico Augusto Toti. Coorientadora: Prof. Dra. Michele Silva Sacardo.

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: Educação

LINHA DE PESQUISA: Cultura e Processos de Ensino e Aprendizagem.

DATA DE DEFESA: 08/03/2018

 

RESUMO:

Esta pesquisa tem como objeto de análise a Educação Financeira na educação básica e pública em Goiás. O objetivo geral é investigar e compreender os dois programas existentes na educação básica e pública sobre Educação Financeira, mais especificamente o Programa Mais Educação, com o macrocampo Educação Ambiental, Desenvolvimento Sustentável e Economia Solidária e Criativa/Educação Econômica (Educação Financeira Fiscal) e o Programa Educação Financeira na Escola. Quanto ao referencial teórico, este trabalho foi orientado pelos estudos de Laval (2004), Dardot e Laval (2016), Saviani (2009), Harvey (2008), Freidman (1982), Hayek (2010). No que se refere à metodologia, esta pesquisa é bibliográfica/documental, por envolver leitura, seleção e registro de literatura de interesse para o estudo proposto, de caráter qualitativo. Para tanto, empregamos as seguintes técnicas: a) análise de conteúdo para determinar o fundamento teórico-metodológico que orientou as técnicas de pesquisa, bem como a seleção das fontes bibliográficas pertinentes às diretrizes para Educação Financeira no âmbito escolar em Goiás; e o b) seleção das fontes documentais, nas quais analisamos os documentos norteadores do Programa Mais Educação, como também o caderno Educação Econômica, que é específico do macrocampo Educação Ambiental, Desenvolvimento Sustentável e Economia Solidária e Criativa/Educação Econômica (Educação Financeira Fiscal), e os documentos do programa Educação Financeira na Escola com a análise do caderno do professor e do aluno dos Blocos I, II e III do Ensino Médio. Os resultados sugerem a penetração do interesse das instituições bancárias em processos educacionais como uma possibilidade de equilibrar o superendividamento dos jovens em seus primeiros anos de salário e renda, atendendo, assim, a uma necessidade do mercado financeiro capitalista e também garantindo que as classes dominantes mantenham seus privilégios por meio da manipulação de informações básicas de Educação Financeira para com a classe trabalhadora, transformando esses jovens em apenas potenciais consumidores. Desse modo, garante-se o aumento da captação de poupança popular, o aumento na quantidade de vendas de aposentadorias complementares e seguros e, por consequência, exerce-se algum controle sobre as escolhas dos jovens por produtos e serviços financeiros oferecidos pelas redes bancárias. Nesse contexto, o presente trabalho visou contribuir com uma ampliação da visão de Educação Financeira, passando a uma Educação Econômica que deve incluir uma visão crítica dos modus operandi do capitalismo financeiro, sob a ótica das principais escolas econômicas, em vez de privilegiar uma concepção econômica específica, pautada na aceitação e na aprendizagem de princípios econômicos convenientes ao capitalismo financeiro.

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