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ANDRÉIA ALVEZ DE CASTRO

  

ANDRÉIA ALVEZ DE CASTRO

TÍTULO: “O ESTIGMA PRESENTE NOS DISCURSOS SOBRE LAUDOS E A RELAÇÃO COM AS QUEIXAS ESCOLARES: ANÁLISE A PARTIR DE UM CONTEXTO NEOLIBERAL”.
ORIENTADOR(A): Prof.ª Dr.ª Eveline Borges Vilela Ribeiro
DATA DA DEFESA: 08/02/2021

RESUMO: Esta pesquisa versa sobre os discursos a respeito dos laudos médicos e/ou psicológicos no campo educativo como instrumento para tentar sanar as queixas de professores em relação a crianças que supostamente apresentam transtornos mentais e/ou dificuldades de aprendizagem, considerando as transformações da educação inclusiva no contexto neoliberal. É uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa cujo objetivo é analisar os discursos sobre os laudos como explicação para queixas de dificuldade de aprendizagem e sua relação com a sociedade neoliberal, verificando sua influência no percurso escolar dos alunos; relacionando a construção de comportamentos padronizados com os processos de individualização no pensamento neoliberal e compreendendo como esses discursos se relacionam à formação de um sujeito com características esperadas para o mercado de trabalho. O referencial teórico que embasa as discussões contou com autores como Frigotto, Ball, Apple que discutem os aspectos econômicos e a relação entre capitalismo e educação, além de outros autores da perspectiva de educação crítica como Freire, Gandin. Também foram tomadas as contribuições de autores da Psicologia como Jerusalinsky, Patto, dentre outros, que discutem a respeito do tema da patologização e medicalização da educação e da sociedade, além de autores que trabalham na interface Psicanálise e Educação, como Voltolini. Para a coleta de dados realizou-se entrevistas com professores e profissionais de apoio da rede pública de ensino em uma cidade no interior de Goiás buscando conhecer concepções e expectativas dos mesmos em relação aos comportamentos e à aprendizagem dessas crianças. Primeiramente submeteu-se as entrevistas à uma análise temática a partir da qual procedeu-se a análise dos dados. Observou-se na prática desses professores e profissionais de apoio forte influência da concepção médica e biológica dos problemas de aprendizagem, além de estereótipos e preconceitos em relação às crianças ditas “com transtornos mentais e/ou dificuldade de aprendizagem”. Também pode-se perceber um uso ideológico da educação inclusiva por parte dos organismos internacionais os quais ditam os rumos das políticas educacionais nacionais, objetivando a aprendizagem de habilidades básicas e competências necessárias ao trabalhador no contexto neoliberalista. Assim faz-se necessária uma reflexão maior e um olhar crítico por parte de professores, profissionais de apoio e profissionais da saúde que se inserem na educação, especialmente psicólogos, que possam superar concepções de sujeito descontextualizadas do cenário social, econômico, político e educacional para, então, traçar caminhos para uma educação democrática, emancipadora e não excludente, qual seja: a educação inclusiva.


Palavras-chave: Transtornos mentais. Dificuldade de aprendizagem. Educação inclusiva. Neoliberalismo.

 

Obs.: Este trabalho ainda não tem autorização para publicação.

 

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