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MARIA JOSÉ FERREIRA DE MORAES

  

MARIA JOSÉ FERREIRA DE MORAES

TÍTULO: “A IMPORTÂNCIA DO CINEMA NA ESCOLA NA CONSTRUÇÃO DO CAPITAL ESCOLAR E CULTURAL”.
ORIENTADOR(A): Prof.ª Dr.ª Suely dos Santos Silva
DATA DA DEFESA: 11/03/2021

RESUMO: A presente pesquisa teve origem a partir das inquietações da nossa prática docente. Seu objetivo geral foi analisar a possibilidade da escola, amparada em práticas pedagógicas críticas/reflexivas, fazer com que os estudantes possam romper com a lógica da reprodução da dominação social, escolar e econômica recorrentes no sistema de ensino público brasileiro. Ter o filme como aliado é uma das formas de romper com a lógica reprodutivista. Temos como objetivos específicos os seguintes pontos: (a) realizar levantamento bibliográfico sobre o tema cinema na escola a fim de salientar que o filme é um escopo de resistência fundamental para todos e principalmente para pensar a formação e a atuação do(a) professor(a) e das crianças e jovens quando assistem, criam, interpretam, produzem, dirigem, roteirizam a realidade vivida; (b) analisar filmes; um curta e um longa, na perspectiva da Sociologia da cultura e (c) fomentar a consciência cultural por meio do vídeo na escola e contribuir para desfazer a ideia de que o cinema brasileiro não tem qualidade. Levantamos como problema o cinema/arte como importante, poderosa e convincente ferramenta educacional, que possibilita que a escola se torne um espaço disseminador de cultura fator determinante na aquisição dos três tipos de capital: incorporado, objetivado e institucionalizado. O corpus do estudo é constituído de pesquisa bibliográfica associada, em especial, à análise do curta metragem Vida Maria, de Márcio Ramos (2006), e do longa Onde fica a casa do meu amigo?, de Abbas Kiarostami (1987), em paralelo com obras literárias, de arte, dentre outras que dialogam sobre a importância crucial que tem a escolaridade formal na vida das crianças e de como o percurso estudantil precisa ser agregador de cultura e de saberes que facilitem a trajetória escolar. Para as reflexões teóricas mente foram mobilizados conceitos da praxiologia, de Pierre Bourdieu, atravessados pelas contribuições ímpares de Mészáros, sobre a necessidade de pensar a educação para além do capitalismo como tarefa à nossa frente. Os conceitos de capital cultural e escolar, ator, estrutura, habitus e campo balizam a interpretação dos dados verificados nas obras fílmicas e norteiam a reflexão sobre o papel do(a) professor(a) como agente reflexivo que (re)pensa sua prática para a obtenção do êxito escolar dos estudantes. A pesquisa revela que o uso do cinema na escola como prática auxiliadora de aprendizagem de acesso e acúmulo de capital cultural desde os anos iniciais auxilia as crianças, jovens e adultos a acessarem diversos conhecimentos que não fazem parte do seu cotidiano, como costumes e hábitos de outros povos (seus problemas e soluções). As conclusões apontam que o filme desenvolve vocabulário, pensamento lógico e abstrato, amplia a visão de mundo, fortalece a autoimagem, consolida a empatia, dentre outros sentimentos/habilidades aprendidas na frequência à escola. Assim, enfatiza-se a possibilidade e a necessidade do cinema e do filme na escola ter espaço apropriado, direcionado e planejado para tal fim.

 

Palavras-chave: Educação e literatura; Cinema e filme; Capital cultural; Capital escolar.

 

Obs.: Este trabalho ainda não tem autorização para publicação.

 

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